domingo, 11 de dezembro de 2016
Amar: uma lição espiritual
Geralmente, quando se dá amor a alguém se espera, automaticamente, algo em troca. Pode se esperar só um reconhecimento, uma palavra de gratidão ou que a pessoa esteja lá quando você estiver precisando. Mas amar por amar é absurdamente difícil e provavelmente, é a lição mais importante para se aprender nesse mundo.
Talvez, você tenha realmente amado, sem interesse, somente nas vezes em que segurou a porta do elevador para alguém passar, que devolveu algo que viu alguém derrubar, que fez uma graça boba para fazer um amigo rir.
Infelizmente, a palavra amor vem sendo banalizada ao longo dos tempos e, possivelmente, seu significado nunca esteve mais perdido do que nos dias atuais. Pessoas falam de amor e matam (supostamente) em nome dele, causam danos alegando amor, fazem mal a si mesmas dando como causa o amor. A palavra amor também é muito usada como analgésico ou calmante. A pessoa diz que ama somente para dar fim a um ataque de ciúmes alheio, para conseguir algum benefício e, infelizmente, isso costuma ser ensinado na infância. Fico horrorizada, quando vejo alguém dizer a uma criança, que ela só vai ganhar determinada coisa se der um abraço no aniversariante, um beijo na avó, sorrir para foto e este pobre ser, cresce achando que tudo tem um preço, que amor tem um preço e é sempre amargo, é sempre um sacrifício.
O amor não custa nada em termos materiais, mas custa muito em termos espirituais. Ama melhor quem está mais evoluído espiritualmente.
O amor tem estreita relação com o perdão, que também é outra palavra banalizada e mal compreendida. Perdoar é um ato de amor. Perdão é quando você tira todo e qualquer resquício de mágoa da sua alma, do seu coração, da sua mente. Você pensa no assunto que tanto feria e, simplesmente, se dá conta que não lhe faz mais mal: isso é perdão e isso eu aprendi lendo Emmet Fox, um autor cujos ensinamentos, tão valiosos, têm sido usados para deixar uma porção de autores novos, milionários e poucos são os que lhe dão os créditos devidos.
Mas a vida é assim, você deve fazer o bem pelo bem, o que os outros vão fazer com o seu legado, é problema deles. O importante são as lições que você leva consigo, o quanto você cresce cada vez que supera uma dificuldade espiritual. E cada vez que você vence um obstáculo, automaticamente, torna possível que outra pessoa faça o mesmo. É como acontece com recordes batidos (e isso eu aprendi, se não me engano, com o Anthony Robbins) e é o que a história da crucificação de Jesus foi feita para simbolizar.